
Fala meus docinhos de mel! Perdão pela demora ~~ Mas aqui estamos com a resenha do último capítulo do Arco 20: Xênia, onde muita revelação vai ser feita e um gancho épico para o próximo arco se desenrola nesse núcleo! Eu nem vou dizer muito e deixar vocês com as insanidades apresentadas nessa história, bora conferir ~~
Lembrando como sempre que isso é uma tradução livre dos fatos e que a versão oficial pode ser alterada em alguns nomes.

O capitulo começa com Cindy e Kyle basicamente explicando o que foi que aconteceu ao Grandiel quando ele sumiu e ressaltando que quem está por trás disso é uma figura misteriosa que abriu uma fenda dimensional dentro da sala do professor deles. Cindy afirma que não conseguiu ver de quem se tratava, mas ressalta que a voz era estranhamente familiar (E esse é um detalhe que amei já nesse inicio de capitulo), também detalhando seu acordo com Pino e Heitaros que os trouxeram até a linha das trocas de classe.
Enquanto isso, Astaroth explica à Venese que o Deus da Dominação, Thanatos, havia voltado ao seu território e ele precisaria ir atendê-lo, mas não antes de jogar uma indiretinha pra sua colega poder ajudá-lo a investigar o que tinha acontecido e principalmente vingar o finado Deus da Sintonia. Com isso, os heróis partem para o “Altar de Xênia” e impedir o ritual que estabeleceria uma nova ordem no continente com Thanatos sendo o novo deus governante.

Ao chegarem nas fundações do local, Venese percebe que o Deus Colossal, Xênia já havia despertado e que eles precisariam seguir com muito cuidado pois agora estavam literalmente dentro de um “ser-vivo”. Os personagens começam a questionar porque algo daquele tamanho voltou a operar e pra qual finalidade os responsáveis pelo ocorrido no continente queriam o lendário autômato. Mas antes mesmo que pudessem continuar sua linha de raciocinio, o alarme de intrusos toca chamando a atenção de inimigos.
Enquanto Astaroth lida com os convidados indesejados com uma atuação digna dos filmes do Steven Seagal, dentro da sala de cerimônias, Thanatos ordena que Iblis (Evilis) investigue o ocorrido e relate quanto tempo faltaria para a tarefa que ele havia designado para ela fosse cumprida (Guardem bem esse trecho). Astaroth do outro lado do castelo usa o sistema de teletransporte para tentar mandar os heróis para a sala de cerimônias, porém Iblis usou sua diretriz do sistema ao mesmo tempo, o que fez não teletransportá-los para outro lugar e quase colapsar o titã. O guardião é obrigado a interromper o sistema e dar uma boa desculpa para sua colega, de forma à não revelar que estava ajudando intrusos a se infiltrarem no castelo.
O incidente fez os personagens pararem no topo do Castelo da Dominação ao invés do andar subterrâneo onde Thanatos e Grandiel estavam. Antes que pudessem traçar um novo plano, um espírito se forma diante deles naquele lugar: A deusa da vida, Gaia. Ela acaba reconhecendo que a energia de Elesis não é desse mundo, começando a colapsar e chamando a atenção de Iblis quem luta contra os personagens.

Após a luta, Venese e Elesis tentam explicar à guardiã que não são assassinos, mas pessoas que foram chamadas para ajudar na investigação do lugar. Gaia finalmente entende que a ruiva é a pessoa que acabou chamando para Xênia e tenta entender junto com Iblis quais as reais intenções deles, sem acreditar que Perriet e Thanatos tenham sido os responsáveis pela carnificina no continente celestial.
A deusa da vida esclarece que não foi nenhum deles quem a matou, mas sim pessoas que são grandes aliados e podem encontrar sua assassina. Lass e Cindy ficam confusos com a deusa tratar Grandiel como uma mulher, e explicam que apesar do corpinho e do cabelo trabalhado no Palmollive, o elfo era um homem (E assim, o apelido de loirinha elfa do tchan é canonizado na franquia q), deixando a situação ainda mais confusa.
Gaia e Iblis tentam explicar que Thanatos não aprisionou a alma de sua deusa e sim tentou salvá-la do ciclo de reencarnação. Elesis questiona como isso seria possível sem envolver o Mundo dos Mortos e a deusa esclarece que é por causa da condição atípica de Xênia sendo um ecossistema próprio e isolado, impedindo que quem morre dentro dela reencarne fora do arquipélago.

Nesse momento também é esclarecido porque a Terra de Prata foi separada de Xênia após os eventos envolvendo Asin. É revelado que foi um pedido da própria Ayla que em seus oráculos, explicou à Gaia que a Terra de Prata havia se tornado uma armadilha para capturar os seis deuses de Xênia e que a única forma de salvar ambos os continentes era separá-los. Apesar de conseguirem realizar o plano de emergência, a deusa da vida havia sido capturada por Grandiel e levada para fora da realidade.
Naquele espaço, Grandiel explica que todo seu roteiro havia sido arruinado por uma mera figurante e então, Lapis surge dizendo que ficou chateada pois tinha prometido á Erebus um presentão se o plano do elfo tivesse se concretizado. Gaia acaba reconhecendo na Abaddon a essência do criador, puxando a curiosidade da rata rosa sobre como ela fazia ideia de quem ela era. Nosso mago revela que tanto Gaia quanto os outros 6 deuses eram na verdade divindades do Mundo Celestial que fugiram após o Ragnarok e perderam seus poderes ao se esconderem em Xênia, mas após o colapso de Calnat e a destruição da Pedra da Alma, convenientemente receberam suas graças de volta se tornando novamente deuses.
Lapis acha aquele cenário interessante apesar de não estar interessada no momento, e como Grandiel se dispôs a providenciar um novo, ela declara que a deusa da vida não era mais necessária naquele palco, a assassinando.

Elesis e Cindy finalmente entendem que quem está orquestrando tudo isso é nossa infame rata rosa. Decane fica encucada pois tava óbvio desde que a ruiva contou sua história e não entende porque ela nunca percebeu de quem se tratava e nesse momento, Lapis transporta Elesis para fora da realidade, onde explica que havia uma trava de segurança criada pela própria Ernasis para impedir que ambas se percebessem (Afinal, a rata tá com o poder do Criador, se ela descobrisse que era a Elesis ali, o plano todo ia por água abaixo).
A ruiva questiona o plano de Lapis e quais são suas reais intenções em criar um “final feliz”, dizendo que desde o Mundo Celestial ela estava tramando isso. A Abaddon diz que seu planejamento data desde quando ela nem se lembrava quem era e fica indignada que a cavaleira a trate dessa forma mesmo tendo ouvido toda sua história. Grandiel surge querendo tirar Elesis de cena ou isso arruinaria todo seu plano, mas sua chefa diz que quer fazer da forma dela agora ou isso estragaria seu final desejado.
Em seguida, Kyle surge graças a ajuda de Heitaros que se manifesta no corpo dele, revelando que é quem roubou o Arquétipo da Humanidade para se livrar do destino de se tornar o Rei Demônio e assim concluir seus próprios planos. O elfo fica indignado que ele tenha comprometido o destino de Bardinar dessa forma e o antigo Rei Demônio revela que ambos fizeram um acordo para que fosse feito dessa forma.

Ao saírem daquele plano, Elesis e Kyle retornam para junto dos demais e Gaia começa a ficar apavorada relembrando que foi ela a responsável por sua morte. Nossa protagonista do multiverso diz para ela se acalmar, mas cobra explicações do Kyle sobre o acordo que ele fez com Heitaros, mesmo que fosse para salvá-la de Lapis. Decane interrompe a discussão que os dois aprendizes do bruxo estão tendo sobre responsabilidades e consequências, dizendo que há um peixe maior para ser pego e diz à Elesis que agora que a Abaddon sabe da existência dela, deverá tomar cuidado redobrado por causa do alcance de seu poder.
Com tudo isso, a cavaleira diz que pelo menos a viagem não foi em vão e agora entende o que estão buscando: Entregar Xênia de presente para alguém chamado Erebus, mas ainda não fazem ideia se referem-se ao continente ou ao titã colossal que está despertando. Iblis diz que independente da resposta, ainda precisariam do aval de Thanatos para concluir com o plano e que agora Grandiel só estava aguardando sua decisão. Gaia fica perplexa sobre o deus da dominação ainda estar ponderando e não entende o que o faz demorar tanto para se decidir.
De volta onde Thanatos está, é mostrado que ele está buscando quais alternativas têm para suprir a crise em Xênia sem haver nenhuma perda, ao mesmo tempo conversando com o sistema Xênia001 – inteligência do titã colossal – sobre as consequências das escolhas que ele não fez tanto como deus quanto na sua época de mortal. Grandiel surge, dizendo que ele não terá tanto tempo para continuar num impasse, uma vez que o colapso do Continente Celestial está se agravando de forma geométrica.
O sistema confirma em forma de dados a condição atual de Xênia e sugere à Thanatos a restauração dos 5 deuses para recuperar o equilíbrio do arquipélago, porém só haveriam 2 formas de fazê-lo: Revivê-los sob o domínio do deus regente, restaurar Xênia ao estado primordial ou apagar tudo o que havia sido construído antes da povoação do continente. Grandiel percebe que a pessoa à sua frente não escolheria nenhuma das opções por ser ‘bonzinho demais’ e decide assim trazer uma versão dele que fosse mais decidida nesse ponto.

Ao retornarem à sala onde os heróis estão enquanto Iblis explica o impasse sofrido por seu Lorde, Grandiel surge com um novo Deus da Dominação que acaba sendo um velho conhecido não só da Elesis, mas da própria Grand Chase: O Thanatos original que foi corrompido pela influência de Astaroth na linha base e agora decide mostrar quem realmente manda naquele lugar.
Com ajuda de Venese, Elesis novamente subjuga o deus da dominação e o mesmo diz que não irá desistir tão fácil. Grandiel diz que é inútil lutar contra ele uma vez que a divindade está com as 5 essências e recomenda que ela desista. Nossa ruiva diz que não estava pretendendo derrotá-lo, mas ganhar tempo para que o plano do Thanatos daquela linha concluísse com o plano original: Evacuar os cidadãos de Xênia e dividir os 5 territórios, abandonando por completo o continente celestial.
O elfo percebe isso tarde demais quando o sistema inicia a operação de separação, o Thanatos daquela linha surge dizendo que todo esse tempo queria encontrar uma forma de salvar os cidadãos e seus amigos, sendo até mesmo capaz de abandonar novamente sua divindade se isso significasse proteger aquilo que lhe importa. Iblis tenta impedi-lo, mas era tarde demais pois o sistema terrário já havia sido comprometido.

Thanatos começa a cair em queda livre, comentando que agora que não tem mais poder divino, assim que caisse na superficie ele morreria. O sistema Xênia001 intervém dizendo que já imaginava essa probabilidade e que mesmo não podendo ajudá-lo naquele momento, chamou alguém que poderia socorrê-lo. Venese aparece o segurando firmemente pois a queda seria doída, e ambos caem em segurança no mar, sendo mais tarde socorridos pelos Cavaleiros de Prata.
Ao finalmente descerem ao continente, Ayla e Iyoung os recebem no continente da Terra de Prata. Os dois antigos subordinados dele – Astaroth e Iblis – mandam um recado através da grande sacerdotisa reconhecendo que Venese era a guardiã mais forte de Xênia e que Thanatos se cuidasse de agora em diante. O antigo deus da dominação pede gentilmente a proteção dos cavaleiros de prata e quando se vira, vê seus antigos companheiros e deuses de Xênia agora reencarnados como humanos.
Enquanto isso, no que sobrou de Xênia, Elesis alerta que acabou para Grandiel e Lapis, pois o plano deles finalmente havia fracassado. O elfo diz que pelo contrário, o que eles realmente queriam agora se concretizaria já que a força de atração do Mundo dos Mortos estava puxando o que sobrara do continente por causa das almas que permaneciam isoladas no antigo arquipélago.
A cena termina já dando o gancho para a próxima fase da aventura: O Mundo dos Mortos. Os perigos e desafios que enfrentariamos ali? Só vamos descobrir provavelmente no Arco 21!

O que temos até aqui?
O capitulo final mais uma vez encerra com chave de ouro um dos arcos mais aclamados da franquia inteira e ao contrário do GCPC/Classic que só mostrava apenas o lado divino e até mesmo corrupto das divindades, aqui temos o lado humano deles sendo explorado e desenvolvido.
Já começando por ai, uma coisa que é confirmada nessa etapa da história é que os deuses já tiveram uma versão humana como era contado em materiais antigos extra-oficiais do primeiro jogo. E que a divindade dos deuses só foi restaurada após a eclosão da Pedra da Alma, outro aspecto uma vez descartado no inicio do jogo móvel e nunca mais mencionado até então.
A humanidade dos deuses de Xênia é bastante refletida na Gaia quanto no próprio Thanatos e diferente da versão que conhecemos do Deus da Dominação (O que continua sendo canônico na sequência móvel), o Thanatos da linha das trocas de classe é um deus passional que tem medo não só de acabar submetendo os demais deuses aos seus caprichos graças à sua influência, como se preocupa com o bem-estar dos seus amigos a ponto de desistir da própria Xênia e da própria divindade para salvá-los.
Enquanto isso, Gaia em muitos momentos demonstra algo humano mesmo tendo sido uma divindade: Pavor. Não só o sentimento de ter sido assassinada, mas até mesmo as consequências de sua morte terem causado um cataclismo no continente celestial sem os envolvidos terem ideia de quem tirou sua vida ou mesmo o porque do que aconteceu de sua parte ter se desenrolado daquela forma.
Talvez o único contra desse arco foi não ter dado cena para Juriore que sequer teve uma aparição ou mesmo linhas de diálogos como os demais deuses durante todo o Mundo 20, o que – quem sabe – pode ser trabalhado mais a frente agora que sabemos que assim como os demais deuses, ela também se tornou humana e fazia parte do núcleo dos celestiais antes do Ragnarok.

A revelação de que Elesis e Lapis tinham uma trava de segurança que impedia de ambas perceberem uma e outra é um ponto chave da trama e explica uma modificação que a KOG fez no roteiro original do Arco 19: Terra de Prata. Inicialmente, a ideia era sim revelar que Lapis estava por trás do plano de reescrever o mundo a seu bel-prazer com a ajuda dos deuses de Xênia, porém com esta revelação, invalidaria o climax dessa cena no arco seguinte onde é revelado as salvaguardas que Ernasis tomou ao enviar sua escolhida para a missão de perseguir a responsável pelo que rolou pós Arco 16. Sendo uma decisão inteligente por parte da desenvolvedora manter o anonimato da nossa rata rosa até então.
Outra grande revelação aqui e que já comentamos em nosso canal inclusive é a menção de Erebus, que não temos certeza ainda de quem se trata e pelo que dá a entender, se encontra no Mundo dos Mortos esperando as almas que Xênia preservara de seu próprio ciclo de morte e reencarnação. Todavia, se o nosso palpite estiver correto, ele pode ser o Esquecido, entidade dentro de Ereb que aparece pela primeira vez na penúltima missão de Solene: Trilha Obscurecida. O que tornaria a conexão entre os dois jogos da franquia mais sólida e consistente com o caminho que o roteiro de ambos os projetos está tomando.
E não podendo deixar de comentar que a aparição de Heitaros como o responsável pelo roubo do Arquétipo da Humanidade original só nos mostra que se aliar à Kyle e Cindy não é apenas uma mera formalidade, mas um passo importante para algo maior que talvez saibamos futuramente. Com isso, só falta agora sabermos o paradeiro do Arquétipo dos Haros e dos Demônios.
E bem… Com isso finalizamos nossa análise do Capitulo Final 6, só retornando lá pra Novembro quando o próximo arco se revelará para gente. Espero que tenham gostado dessa série e até a próxima!
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